quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A origem dos demônios nas Escrituras Cristãs

"Acreditava-se, entre o antigos, que os demônios são os espíritos de homens mortos, que viveram iniquamente, e que voltaram, procurando encontrar corpos mediante os quais pudessem satisfazer aos seus maus desejos, entre vivos. Essa é uma tradição judaica bem comum, tendo prevalecido no seio da igreja cristã até ao século V de nossa era. E alguns eruditos modernos, como Lange, o principal intérprete bíblico entre os luteranos, têm aceito esse ponto de vista. Além disso, muitos outros estudiosos modernos tem admitido essa idéia, acreditam  que os anjos caídos também são designados pelo termo "demônio" nas Escrituras.
Em parte alguma da Bíblia encontramos uma declaração que nos instrua sobre a origem dos demônios. Os estudos mais recentes indicam que os espíritos humanos de pessoas falecidas, bem como espíritos de outras categorias de ser, podem perseguir os vivos. E isso significaria que continua existindo um "mundo intermediario", que dá margem à existência dessas coisas, e que o estado eterno das almas não é penetrado por estas meramente por causa da morte física...O versículo que ora comentamos parece indicar que o termo "demônios" certamente inclui espíritos elevados, não-humanos, embora isso não signifique, necessariamente, que os homens humanos não sejam nunca enumerados entre as entidades que podem prejudicar aos vivos."
(Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, volume 4, pág. 159)

Pentecostalismo contemporâneo

O movimento moderno do pentecostalismo


"O Espírito Santo pode operar de diferentes modos com diferentes pessoas. Por isso mesmo, as línguas não precisam assinalar qualquer experiência. Deus pode fazer o que ele quer, e devemos procurá-lo para que faça conosco o que for de seu desejo, do modo que ele queira. Conhecer ao Espírito e ser cheio dele deveria ser mais importante para nós do que a defesa de qualquer dogma. Ao mesmo tempo, ao buscarmos o Espírito, precisamos ser suficientemente maduros para evitar os ESPÍRITOS ESTRANHOS; mas isso é, infelizmente, onde tem ruído por terra o movimento moderno da busca pelo Espírito Santo. De fato, muitos grupos evangélicos tornam-se piores do que aqueles que nada buscam do Espírito. Isso porque procuraram e encontraram - mas não o Espírito de Deus, e, sim, apenas espíritos. Alguns deles indiferentes, moralmente falando; mas outros excessivamente malignos. Não existe enhuma outra área da vida cristã que precise de maior investigação do que essa, sobre o buscar o Espírito de Deus, a fim de ser evtado o erro e a fim de ser recebida uma realidade espiritual boa. O século XX apanhou-nos com uma comunidade eclesiástica despreparada para levar a efeito essa busca acertada" (NT Interpretado, vol. 4, pág. 195).

Inspiração das Escrituras Cristãs

Inspiração Verbal das Escrituras Cristãs

"A inspiração das Escrituras, até a inspiração verbal, não exige que nenhum elemento humano entre no texto. Questões de gramática (boa e má), estilo, arranjo literário, escolha de vocabulário, lapsos de memória são os tipos de elementos humanos que entram." (Novo Testamento Interpretado - Volume 4, pág. 151).

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Por que estudar Russell Norman Champlin?

Frequentemente, nos círculos religiosos fundamentalistas, circula um falso moralismo teológico e quando o assunto é Russell Norman Champlin, isso fica mais acentuado. É falso moralismo porque não há, absolutamente, condições de se fazer uma boa exposição bíblica, um sermão com qualidade, sem a leitura e consulta de bons comentários bíblicos. Ninguém dúvida que os de Champlin são os melhores em língua portuguesa. Justamente porque foram pesquisados, escritos e formulados com rigor acadêmico, metodos de análise científica, profundo conhecimento das línguas originais, da história eclesiástica e das religiões comparadas. Sem a reunião de todos estes campos juntos, não podem nossos pastores e missionários expor com responsabilidade a Palavra de Deus (2a. Timóteo 2.15-17). E mesmo condenando, publicamente a giganteza acadêmica e espiritual de Russell Norman Champlin, entre quatro paredes, eles não tem outra alternativa se não entrar nas profundezas dos comentários e enciclopédias do teólogo brasileiro. Vamos superando as pedras do fanatismo e da caverna teológica.
Um segundo elemento nessa problemática toda é a origem dos nossos pastores e missionários. Dois são os métodos de formá-los. Seminários Teológicos, com cursos a nivel de ensino médio, com requisito mínimo de ensino fundamental e alguma experiência de vida em comunidade. Isso é trágico e destrutivo, não apenas para a cultura cristã, mas para o próprio desenvolvimento intelectual dos jovens que se preparam para o ministério. Isso dado, porque a natureza da escolarização brasileira é, historicamente, avessa aos estudos, à leitura, ao pensamento crítico e a produção de textos. Os seminários incorporam esse analfabetismo funcional e o aperfeiçoam com o ensino de dogmas restritos de suas denominações. Assim, o estudante e futuro pastor, aprende encaixar a Bíblia em suas convicções sem preocupaões históricas, teológicas e contextuais. Estes pastores, posteriormente, embriagados num falso puritanismo teológico, pautados na decoreba de passagens bíblicas, que confundem com o ensino doutrinário histórico e geral, serão os que cercearão seus membros de buscarem a revelação ampla de Deus, de forma aberta e livre. Inseguros, medrosos do conhecimento filosófico, sentem-se melhores ao colocarem, como o avestruz, a cabeça entre as pernas para não ver as variadas possibilidades do sagrado ao seu redor.
A outra espécie de formação são as faculdades teológicas, que no seio do protestantismo apenas cumprem as adequações do MEC ao ensino superior, mas reproduzem os vícios dos Seminários Teológicos convencionais. O resultado dessa formação medíocre é que nossos pastores se tornam homens incapazes de ensinar, de melhorar, de crescer e passam a vida estacionados em decorar versículos para suas comunidades, que por sua vez, se tornarão cristãos doentes intelectuais, que nem Bíblia leeem. (Hebreus 5.12-17).
(Parte 1)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Novo Comentário Conciso da Bíblia inteira de Russell Norman Champlin está pronto!


No dia 21 de junho de 2012, completei a exposição de Apocalipse 22:21, assim terminando, naquele dia, o Comentário Conciso sobre a Bíblia Inteira, com três mil ilustrações (histórias, contos...).

Foi com grande ação de graças e gratidão que terminei esta obra, e ainda hoje (23 de junho) estou vibrando, especialmente porque, com 78 anos de idade, tinha forças suficiente para cumprir esta árdua tarefa. Três amigos meus muito chegados, já alçaram voo para os Mundos de luz e todos eles e suas esposas serviram por muitos anos como missionários no Brasil, influenciados por mim quando ainda éramos alunos universitários. Mais dois casais ainda permanecem aqui como missionários, pelo menos, parcialmente, por causa da minha influência e minha obsessão sobre o Brasil desde os meus 14 anos de idade. Foi me dado um “dia” mais longo do que aos meus três amigos porque o trabalho deles acabou na hora certa para eles, mas o meu continuou alguns anos, concedendo-me tempo para realizar meus ideais.

O original do Comentário Conciso tem, em inglês, um total de 5600 páginas e em português, 6.440, porque o português (por causa do sistema verbal mais complexo) ocupa 15% mais espaço do que o inglês. Estes cálculos são de textos em fonte 12 de computador. Se voces preferirem uma coleção com menos de 7 volumes a composição deve ser feita num tipo menor, idealmente, em fonte nove ou dez e não em fonte oito como nos comentários e na enciclopédia. De qualquer maneira a Trilogia já se tornou uma Tetralogia.

Na minha carreira como escritor, acrescentando o Comentário Conciso, tenho produzido um grande total de 70.000 páginas: os quatro Comentários, a Enciclopédia, sete livros de um volume cada, e mais do que 50 artigos publicados em quatro jornais profissionais. Sem a máquina de escrever, seria impossível para alguém produzir esta quantidade de material. John Gill, por exemplo, publicou um comentário sobre o Novo e o Antigo Testamentos juntos, em seis grandes volumes, que representam mais ou menos o tamanho do meu comentário sobre o Novo Testamento somente, e despendeu 40 anos da vida dele para produzir. Ele escreveu tudo à mão e fez sua própria revisão. Ele era a pessoa que produziu em inglês mais literatura bíblica e seu trabalho representa ¼ da minha produção, porque, ele não possuia máquina de escrever. A primeira máquina de escrever que tinha a capacidade de produzir um texto rapidamente foi inventada na ultima parte do século 19 mas foi na primeira metade do século 20 que esta invenção foi produzida em grande quantidade e distribuída ao mercado e as pessoas aprenderam a utilizar. Antes disto, as pessoas foram reduzidas a produção à mão. É óbvio, então, que a máquina de escrever foi inventada para mim (há! há!).

O Comentário Conciso tem a característica inédita de ter 3000 ilustrações, muitas delas lindas e eloquentes. É seguro dizer que nenhum comentário, em qualquer linguagem tem esta caracteristica. Estas ilustrações fazem deste comentário um tesouro. Começando nos últimos livros do Antigo Testamento, e em todos os livros do Novo Testamento, a exposição é versículo por versículo, portanto a sua exposição é bastante completa, embora não tenha os detalhes dos outros comentários que também são versículos por versículos.

A próxima etapa será a tradução dessa massa de literatura. Cálculo que levará dois anos para traduzir esta obra se tivéssemos duas pessoas produzindo cinco páginas cada por dia. Uma vez que temos os primeiros livros traduzidos poderíamos começar a preparar os primeiros livros impressos enquanto a tradução dos outros continua. Mas acho que seria um erro crasso publicar esta obra em volumes separados. Deve ser lançado como um jogo completo, como no caso das outras publicações.

Não tenho uma solução em relação aos tradutores que vamos precisar. Gostaria de voces quaisquer ideias que tem em relação a esta obra.

No Amor Incondicional do Logos-Cristo,

Russell Champlin

terça-feira, 3 de abril de 2012

Russell Norman Champlin e a libertação do teólogo brasileiro

Na luta pela cultura brasileira, o desempenho intelectual dos teólogos, religiosos, pastores, estudiosos, curiosos e padres em geral, importa-nos atender toda a produção acadêmica do Dr. Russell Norman Champlin. Interessado na divulgação do seu pensamento e  obra, tendo convivido com ex-colegas de Faculdade dele e pelo apreço que consagro à sua generosa pessoa e pensamento teológico, preciso responder alguns comentários ingênuos, descabidos, farisaicos e preconceituosos a respeito disto. Russell Champlin é o filósofo brasileiro da religião e da teologia. Dificilmente nos séculos XX e XXI a sociedade de língua portuguesa encontrará outro mais erudito, que tenha marcado o pensamento filosófico-teológico que ele. Divulgar suas teses, debatê-las, em todos os níveis universitários ou não é o desafio, a batalha para a qual devemos nos alistar.
Já existe no cenário religioso e teológico a participação de falas e comentários revelando compreensão exata, coerente, honesta, respeitosa e aberta das idéias contidas na imensidão da produção acadêmica do Dr. Russell. Ele deseja esse debate, no nível do respeito, da humildade, do reconhecimento nosso de que o conhecimento é questão de tempo e maturidade, caminho aberto e infinito, sem radicalismos e dogmas definitivos, coisa que não consta na metodologia de qualquer ciência decente. Champlin quer construir esse diálogo amoroso, não apenas no campo da hipocrisia fanática, mas do encontro pessoal, verdadeiro.
Diferenciemos crenças particulares, denominacionais do antiintelectualismo, que resulta no medo de enfrentar o desconhecido, que causa pânico em perceber que, fora do nosso grupinho seleto de pseudo-iguais, existe a discordância, pluralidade de idéias e comportamentos. Nisso cabe uma reflexão sobre o ementário dos seminários teológicos, que procuram "formar e conformar" pastores e padres no enquadrinhado de determinadas concepções teológicas que aquele grupo enxerga como viável. De maneira infantil, nosso antiintelectualismo, nos obriga a admitirmos que a Bíblia caiu pronta do céu, encadernada, com zíper, páginas numeradas, sem qualquer sentido na História, sem qualquer relação com o pensamento filosófico da época, sem contexto cultural. Esse é um ponto de partida para se entender o preconceito, a ingenuidade, o temor farisaico que se continua alimentando em relação a obra de Russell Norman Champlin. Estamos na idade das trevas do protestantismo

segunda-feira, 26 de março de 2012

Russell Norman Champlin: inspiração e inerrância das Sagradas Escrituras

Os obstáculos para conhecer e discutir a obra de Russell Champlin são inúmeros, mesmo em nome da vendagem de seus livros. Não percamos as esperanças, leiamos seus comentários, façamos pesquisa exaustiva. É uma empreitada que resulta em frutos dignos da prosperidade da humanidade.